Wicked Game

•Abril 12, 2009 • Deixe um comentário

The world was on fire
No one could save me but you.
Strange what desire will make foolish people do
I never dreamed that I’d meet somebody like you
And I never dreamed that I’d lose somebody like you

No, I don’t want to fall in love
[This love is only gonna break your heart]
No, I don’t want to fall in love
[This love is only gonna break your heart]
With you
With you

What a wicked game you play
To make me feel this way
What a wicked thing to do
To let me dream of you
What a wicked thing to say
You never felt this way
What a wicked thing to do
To make me dream of you
And I don’t wanna fall in love
[This love is only gonna break your heart]
And I don’t want to fall in love
[This love is only gonna break your heart]

{World was on fire
No one could save me but you
Strange what desire will make foolish people do
I never dreamed that I’d love somebody like you
I never dreamed that I’d lose somebody like you

No I don’t wanna fall in love
[This love is only gonna break your heart
No I don't wanna fall in love
[This love is only gonna break your heart]
With you
With you

Nobody loves no one

[Chris Isaak]

Supermarket Flashmob

•Abril 2, 2009 • Deixe um comentário

Mulheres

•Março 4, 2009 • Deixe um comentário

“Eu tinha 13 anos, em Fortaleza, quando ouvi gritos de pavor. Vinham da vizinhança, da casa de Bete, mocinha linda, que usava tranças. Levei apenas uma hora para saber o motivo. Bete fora acusada de não ser mais virgem e os irmãos a subjugavam em cima de sua estreita cama de solteira, para que o médico da família lhe enfiasse a mão enluvada entre as pernas e decretasse se tinha ou não o selo da honra. Como o lacre continuava lá, os pais respiraram, mas a Bete nunca mais foi à janela, nunca mais dançou nos bailes e acabou fugindo para o Piauí, ninguém sabe como, nem com quem”.


Eu tinha apenas 14 anos, quando Maria Lúcia tentou escapar, saltando o muro alto do quintal da sua casa para se encontrar com o namorado. Agarrada pelos cabelos e dominada, não conseguiu passar no exame ginecológico. O laudo médico registrou vestígios himenais dilacerados, e os pais internaram a pecadora no reformatório Bom Pastor, para se esquecer do mundo. Realmente; esqueceu, morrendo tuberculosa.

Estes episódios marcaram para sempre a minha consciência e me fizeram perguntar que poder é esse que a família e os homens têm sobre o corpo das mulheres?


Ontem, para mutilar, amordaçar, silenciar. Hoje, para manipular, moldar, escravizar aos estereótipos. Todos vimos, na televisão, modelos torturados por seguidas cirurgias plásticas. Transformaram seus seios em alegorias para entrar na moda da peitaria robusta das norte-americanas. Entupiram as nádegas de silicone para se tornarem rebolativas e sensuais, garantindo bom sucesso nas passarelas do samba. Substituíram os narizes, desviaram costas, mudaram o traçado do dorso para se adaptarem à moda do momento e ficarem irresistíveis diante dos homens. E, com isso, Barbies de facaria, provocaram em muitas outras mulheres; as baixinhas, as gordas, as de óculos; um sentimento de perda de auto-estima. Isso exatamente no momento em que a maioria de estudantes universitários (56%) é composta de moças. Em que mulheres se afirmam na magistratura, na pesquisa científica, na política, no jornalismo. E, no momento em que as pioneiras do minismo passam a defender a teoria de que é preciso feminilizar o mundo e torná-lo mais distante da barbárie mercantilista e mais próximo do humanismo.


Por mim, acho que só as mulheres podem desarmar a sociedade. Até porque elas são desarmadas pela própria natureza. Nascem sem pênis, sem o poder fálico da penetração e do estupro, tão bem representado por pistolas, revólveres, flechas, espadas e punhais. Ninguém diz, de uma mulher, que ela é de espadas. Ninguém lhe dá, na primeira infância, um fuzil de plástico, como fazem com os meninos, para fortalecer sua virilidade e violência.


As mulheres detestam o sangue, até mesmo porque têm que derramá-lo na menstruação ou no parto. Odeiam as guerras, os exércitos regulares ou as gangues urbanas, porque lhes tiram os filhos de sua convivência e os colocam na marginalidade, na insegurança e na violência. É preciso voltar os olhos para a população feminina como a grande articuladora da paz. E para começar, queremos pregar o respeito ao corpo da mulher. Respeito às suas pernas que têm varizes porque carregam latas d’água e trouxas de roupa. Respeito aos seus seios que perderam a firmeza porque amamentaram seus filhos ao longo dos anos. Respeito ao seu dorso que engrossou.


São as mulheres que irão impor um adeus às armas, quando forem ouvidas e valorizadas e puderem fazer prevalecer a ternura de suas mentes e a doçura de seus corações. Nem toda feiticeira é corcunda. Nem toda brasileira é só bunda.”

Rita Lee

…s2

•Novembro 9, 2008 • 1 Comentário

Eu costumava achar que era normal sofrer por quem se ama, mas… sabe? Eu aprendi que amar é estar ao lado de alguém que te faz bem e que você deseja o bem…. Isso pode parecer óbvio, mas foi você quem me ensinou, não com meras palavras, mas com ações.

Fred MacMurray e Barbara Stanwyck

Te amo demais. =*

Enfrentando o fogo

•Outubro 28, 2008 • Deixe um comentário

… ela continuava a lutar, porque ele estava certo. Ela devia amaldiçoá-lo por aquilo, mas ele estava certo. A sutil ameaça de violência adicionava uma emoção irresistível que lhe alimentava a carência inquieta. Poderia se odiar por desejar aquilo, pela parte dela que queria ser sobrepujada, conquistada, invadida. Mas não conseguia negar aquilo. Ele a violentava, sua boca assaltando-lhe o corpo. A pequena guerra fez sua pele brilhar com gotículas de suor e seus sentidos se entrelaçarem e formarem uma massa de prazer. Seu corpo girou, arqueou, mas ele sempre encontrava novos pontos sensíveis para torturá-la e envolvê-la. A energia que a queimava por dentro a açoitava até o ponto de explodir e de rasgar em um grito que lhe saiu da garganta.

[Nora Roberts]

. Porquê os homens preferem a Lurdinha? .

•Novembro 19, 2007 • 6 Comentários

Okay, esse texto (que até hoje não sei confirmar se é mesmo do Arnaldo Jabor ou não) está fora de contexto e a novela já deve ter acabado a séculos (é, eu não assisto Televisão e nem sei de que novela isso se trata. Sou uma alienígena). Mas o texto é ótimo e tem porquê eu estar postando isso… Enfim, antes ser Lurdinha.

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Não vou entrar no mérito da beleza, mesmo porque a filha do Fábio Jr. tem um rosto de safadinha que não dá pra resistir, mas quanto ao corpo, penso eu, não deve ser melhor que o da mãe, e talvez por isso as câmeras só insistam em ficar nos “closes”. A sua rival é uma mulher linda, elegante e poderosa.

Quem viu Rio Babilônia, de Neville de Almeida, de 1982, pode comprovar que a Torloni, ainda hoje, é uma mulheraça aos 50 anos.

Pois bem, mas então por que os homens preferem a Lurdinha (você deve estar me perguntando)? Eu vou dizer: não é a beleza, não é a juventude, não é a covinha, não é a vontade de comer a filha do Fábio Jr., não é a vontade de traçar a Glória Pires… Nada disso!!! O que mais atrai na Lurdinha é o seu jeito despojado de viver a vida, simples. Entendeu?

No início da novela a mulher do executivo milionário, vivia em dilemas pessoais que não têm nada a ver com ele, corria pra Miami todo final de semana, e se sentia sozinha (sozinha?!?! como?!?!). Segundo ela, eles estavam passando por uma crise conjugal, ele não dava atenção para ela, e ela vivia dizendo: “não é nada, não é nada, me deixa, você não me entende”, numa eterna TPM, extravasada na cleptomania. Agora, imagine você, chegar em casa, depois de um dia trabalho e encontrar sua mulher dizendo que está infeliz, e você pergunta pra ela: por quê, meu bem? E ela responde: Por causa da sua indiferença!

Alguma mulher pode me dizer o que significa isso? Toda vez que vocês mulheres tem um princípio de depressão, tão comum no ser humano e em outros grandes primatas, vocês culpam o homem e querem discutir a relação, nossa indiferença, nossa frieza, tudo no mundo. Suas tristezas têm que ter um motivo, um culpado, e a culpa é de quem? Dele, do cara deitado ao seu lado que não te dá flores há séculos.

Ele, que nesse mesmo dia, lembrou de você, quando não pediu a sobremesa porque você disse que ela engorda; ele, que lembrou de você quando viu um pacote de viagem pra Aruba, mas que por não ter o dinheiro para te dar esse passeio, se culpa e trabalha igual a um cavalo. Depois, quando chega em casa, vê sua amada toda feliz? Não, ele esqueceu de colocar a cueca no cesto de roupa suja, e você pensa que ele a trata como empregada.

Ele não quer discutir, ele quer evitar um desgaste numa discussão ridícula por causa de um motivo fútil, mas a fêmea não deixa uma pequena falha passar, ela ataca o macho, até que ele, por instinto de sobrevivência reage, daí então, o que ela faz? Chama ele de grosso e mal educado.

Quando os homens ficam depressivos, o que é comum a todos os seres humanos (faz parte de nossa psique), queremos ficar reclusos, quietos, refletindo, e vocês acham que estamos distantes…, diferentes… Nada que um chopinho com os amigos não resolva. Alguns momentos de conversa descompromissada, umas risadas como se fôssemos adolescentes, um pouco de molecagem e pronto, já estamos revigorados. Deixamos as agruras de lado e já temos energia pra tocarmos a vida pra frente por mais algum tempo. Vocês nem ficam sabendo, na maioria das vezes.

Mas, vocês não conseguem passar por isso quietas, vocês querem dividir esse sentimento com a gente, querem que nós resolvamos isso pra vocês como se fosse uma pia pingando ou um sofá fora do lugar. E, como nós não fabricamos anti-depressivos, vocês nos culpam, já que deveríamos então, compor poemas todos os dias pela manhã para vocês, apesar de nós não gostarmos de poemas.

A Lurdinha faz com que o Glauco se sinta jovem, irresponsável. Ele chega perto dela e aí? Ela conta uma piada sacana, sem preocupação, sem dores de cabeça, sem essa coisa de “fala que me ama”, apenas curtição, os dois riem de tudo, tudo é legal, tudo é bom, e quando não é bom, faz ficar.

Os homens não pensam em outras mulheres, quando as deles são divertidas e engraçadas. Problemas? Os homens gostam de resolvê-los e não de discutí-los.

O melhor amigo do Glauco, o Laerte, não larga sua mulher, apesar de ser descaradamente explorado por ela, coisa que ela não esconde, sabe por que? Simplesmente, porque ela não complica as coisas, ela quer uma coisa, ela vai e pega, ela quer sexo, ela vai e agarra, ela não fica discutindo relação com ele. Alguém acha que as crises da mulher são culpa do homem? Por quê? O que ele fez? O que nós fizemos? Por que as mulheres complicam a vida? Por que tem que ter sempre uma explicação sem sentido pra tristeza delas? Por que nós estamos sempre distantes? Por que estamos sempre estranhos?

Que MERDA isso quer dizer? Por que vocês não simplificam as coisas, e arrumam explicações mais simples para as suas angústias? A angústia sempre existiu e sempre existirá, e todos nós somos movidos por ela. É nosso medo da fome que nos faz trabalhar, poupar, e aceitar certas humilhações no trabalho. É nosso medo da morte que nos faz evitar o perigo.

É a angústia pela realização profissional que nos faz trabalhar até 16 horas por dia. A obstinação existe em nossas angústias, para o obstinado ele TEM QUE FAZER, senão morre, sofre, chora, se desmancha, se desfaz. A
angústia é um sentimento individual, próprio, e que só tem sentido para nós mesmos. Nossos medos e temores, as coisas que nos revoltam e irritam, as coisas que não aceitamos, etc., são coisas nossas, unicamente de foro íntimo e pronto! Quem tem que lidar com isso? Nós mesmos, e pronto. Quem tem a resposta? Nós mesmos. Por que culpar os outros? Por que não achar que a culpa é de vocês? Por que tem que haver um culpado?

A Lurdinha não cria tempestades em copo d’água, ela apenas vive, e não se preocupa, e não preocupa o Glauco, e ele fica leve, leve como num sábado à tarde (como estou agora, pensando e digitando estas impressões). Não tem o que ele faça que a irrite, então, ele pode cometer pequenos erros, que ela não vai ligar, ele pede desculpas, e pronto, acabou!

Ninguém precisa ser perfeito, nem ter a bunda perfeita, só precisa ser FÁCIL DE LIDAR!!!